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WNBAExplica

O acordo coletivo que mudou a WNBA: teto salarial quase cinco vezes maior, calendário ampliado e 18 times até 2030

O acordo assinado em 2026 vale até 2032, elevou o teto salarial de 1,5 milhão para 7 milhões de dólares e prevê temporadas de 50 e depois 52 jogos.

Duas atletas disputando a bola em partida de basquete feminino em quadra coberta
Foto: cottonbro studio / Pexels

O acordo coletivo da WNBA em vigor desde 2026 vale por sete temporadas, multiplicou o teto salarial, criou divisão de receitas, ampliou elencos e programou temporadas mais longas. Ao mesmo tempo, a liga vai de 15 para 18 equipes até 2030.

A WNBA vive desde 2026 sob um novo acordo coletivo, o documento que rege a relação entre a liga e o sindicato das jogadoras. Ele trata de salários, tamanho de elenco, calendário, viagens, moradia e benefícios.

O acordo preliminar foi anunciado em 20 de março de 2026. As jogadoras ratificaram os termos em 23 de março e o conselho de dirigentes aprovou em 24 de março. A versão final e assinada foi divulgada pela liga em 22 de maio de 2026.

A vigência é de sete temporadas, de 2026 a 2032, com possibilidade de saída antecipada após 2031.

Vista aérea de quadras de basquete em um parque, com as linhas de marcação bem visíveis
O acordo assinado em 2026 vale até 2032, elevou o teto salarial de 1,5 milhão para 7 milhões de dólares e prevê temporadas de 50 e depois 52 jogos. · Foto: Kindel Media / Pexels

Os números de salário

O teto salarial por equipe passou de 1,5 milhão de dólares em 2025 para 7 milhões em 2026, e a projeção da liga é superar 11 milhões em 2032. Teto salarial é o limite de gasto que cada clube pode ter com a folha de jogadoras.

O contrato máximo subiu de 249.244 dólares em 2025 para 1,4 milhão em 2026. O salário mínimo, que variava conforme o tempo de liga e partia de 66.079 dólares em 2025, passou a ficar entre 270 mil e 300 mil dólares.

A remuneração média anunciada para 2026 é de 583 mil dólares, contra cerca de 120 mil na temporada anterior. A liga projeta média acima de 1 milhão de dólares em 2032.

O acordo também criou o que a WNBA descreve como o primeiro modelo amplo de divisão de receitas do esporte profissional feminino, com remuneração projetada acima de 1 bilhão de dólares ao longo dos sete anos.

Elencos e calendário

Os times passaram a ser obrigados a manter 12 jogadoras. Além disso, foram criadas duas vagas de desenvolvimento que não entram na conta do teto salarial.

A temporada regular de 2026 teve 44 jogos por equipe. O acordo prevê 50 jogos em 2027 e 2028 e 52 jogos entre 2029 e 2032.

Outro ponto é a restrição à designação de franquia, mecanismo que permite ao clube reter uma jogadora. A partir de 2027, atletas com sete anos ou mais de liga deixam de poder receber essa designação.

Estrutura e benefícios

O acordo tornou obrigatória a viagem em voos fretados, fixou padrões melhores de instalações e equipe médica e ampliou a contribuição para o plano de aposentadoria.

A liga também passou a oferecer moradia às jogadoras até 2028 e, entre 2029 e 2030, para quem ganha até 500 mil dólares. Entraram no pacote benefícios de planejamento familiar, maternidade e saúde mental.

A expansão que caminha junto

Em paralelo, a WNBA cresce em número de equipes. Em 2026 a liga chegou a 15 times com as estreias de Toronto Tempo e Portland Fire, um ano depois da entrada do Golden State Valkyries.

Em junho de 2025 a liga anunciou oficialmente três novas franquias: Cleveland em 2028, Detroit em 2029 e Filadélfia em 2030, levando o total a 18 equipes.

Há ainda uma mudança de endereço confirmada. Em 14 de maio de 2026, WNBA e NBA aprovaram a venda do Connecticut Sun ao empresário Tilman Fertitta e a mudança da equipe para Houston a partir de 2027, com a retomada do nome Comets.

Por que isso importa

Salários mais altos reduzem a necessidade de as jogadoras atuarem em outra liga durante a pausa entre temporadas, prática comum na carreira de muitas atletas, inclusive brasileiras. Calendário maior e elencos obrigatórios de 12 atletas também ampliam o número de vagas disponíveis.

O que vem a seguir

O próximo teste prático do acordo vem na janela de contratações de 2026 para 2027, quando a liga combina o novo mercado com a chegada da franquia de Houston e a preparação para a temporada de 50 jogos.

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