WhatsAppInstagramReceber o resumo
Life StyleExplica

Asfalto ou quadra coberta: como escolher o tênis de basquete certo para cada piso

A diferença principal está no solado, e ela decide quanto tempo o par vai durar; sobre o cano alto, a pesquisa não confirma a promessa de proteger o tornozelo

Close das pernas e do tênis de basquete de um atleta em quadra ao ar livre
Foto: ROMAN ODINTSOV / Pexels

Tênis para asfalto pede borracha dura, sulco profundo e cabedal reforçado. Tênis de ginásio pede borracha mais macia e desenho fino de tração. Sobre o cano alto, revisão científica de 2020 não achou efeito na estabilidade do tornozelo.

Tênis de basquete para asfalto e tênis para quadra coberta não são a mesma coisa. A diferença principal está embaixo do pé, no solado, e ela decide quanto tempo o par vai durar.

O que o asfalto faz com o tênis

Quadra de rua costuma ter acabamento áspero, parecido com lixa, ou concreto liso. Esse tipo de piso castiga o solado e também o cabedal, que é a parte de cima do tênis, segundo o site de testes WearTesters.

Partida de basquete de rua com jogadores disputando a bola em quadra urbana colorida
A diferença principal está no solado, e ela decide quanto tempo o par vai durar; sobre o cano alto, a pesquisa não confirma a promessa de proteger o tornozelo · Foto: Monstera Production / Pexels

Outro ponto é o impacto. Concreto e asfalto praticamente não absorvem energia, então tornozelo e joelho acabam absorvendo a maior parte dela, aponta o mesmo guia.

A recomendação prática do site é direta. Não vale a pena destruir um par caro jogando na rua.

Como ler o solado

A Under Armour, no guia de compra publicado no próprio site, recomenda borracha dura para uso externo, porque ela aguenta mais tempo em superfícies diferentes.

A marca também sugere padrões de tração neutros ou invertidos, em vez de desenhos com relevo alto, e cita o espinha de peixe, conhecido como herringbone, como escolha popular para jogo ao ar livre.

O WearTesters vai na mesma linha e orienta procurar sola de borracha resistente com o desenho de tração rebaixado no solado, em vez de saliente.

A Under Armour ainda sugere painéis de malha na parte de cima para ventilação em dias quentes e materiais que afastam a umidade.

Os números que os laboratórios usam

O RunRepeat corta os tênis ao meio e mede cada parte. A dureza da borracha do solado é aferida com durômetro HC, e os modelos avaliados ficam entre 81,5, que é a média, e 87,5. Quanto maior o número, melhor para quadra externa.

A espessura do solado é medida com paquímetro digital e varia de 3 a 6 milímetros, com média de 4.

A tração é testada pelo protocolo SATRA TM144, que mede coeficiente de atrito. O guia procura modelos com pelo menos 0,70.

A resistência à abrasão usa uma ponta de lixa a 10 mil rotações por minuto durante 22 segundos. O sulco resultante vai de 0,2 a 2,0 milímetros, e quanto menor, melhor.

Esses números nem sempre aparecem na caixa, mas explicam por que dois tênis parecidos duram de formas tão diferentes.

Quadra coberta pede outra coisa

Em piso de madeira ou sintético limpo, borracha mais macia gruda melhor e desenho de tração mais fino funciona bem, porque não há areia nem poeira entupindo os sulcos.

É por isso que um tênis pensado para o ginásio perde tração rápido quando vai para a rua. O desenho raso se desgasta, o sulco some e o pé começa a escorregar.

A dúvida do cano

Muita gente compra cano alto achando que o modelo evita torção de tornozelo. A pesquisa não sustenta essa promessa.

Uma revisão sistemática com meta-análise assinada por Ci Jiang e publicada em 2020 na revista Physical Activity and Health reuniu seis estudos e concluiu que o tipo de cano não teve efeito sobre a inversão do tornozelo nem sobre a amplitude de movimento.

Aaron Brown, do MUSC Health, escreveu no mesmo sentido em 2020. Para ele, a prevenção de entorse depende mais de aquecimento, fortalecimento de tornozelo e de core e trabalho de equilíbrio do que da altura do cano.

Brown cita ainda estudos que não encontraram vantagem do cano alto sobre o cano baixo na redução do ângulo de inversão do tornozelo.

Na prática, escolha o cano pelo conforto e pela sensação de encaixe, e trate a prevenção como treino, não como compra.

Um resumo para levar à loja

Para asfalto: borracha dura, sulcos profundos e rebaixados, cabedal reforçado e amortecimento generoso, já que o piso não ajuda em nada.

Para quadra coberta: borracha mais macia, desenho de tração mais detalhado, peso menor e encaixe firme no meio do pé.

Se você joga nos dois pisos toda semana, o caminho mais barato no longo prazo é manter dois pares e fazer rodízio, preservando o modelo de ginásio.

E, seja qual for o piso, olhe o solado com frequência. Quando o desenho some, a tração vai junto, e o risco de escorregar aumenta.

Espaço publicitárioSua marca na frente de quem vive basqueteBanner horizontal 970 x 250 px · 320 x 100 px no celularAnunciar pelo WhatsApp

Mais de Life Style