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Contrato two-way: como a NBA usa a G League para formar jogador

São três vagas por time, limite de 50 jogos na NBA e porta fechada nos playoffs. Entenda o vínculo que movimenta o fim da pré-temporada.

Arte Traldi's Hoops

O contrato two-way liga um jogador ao elenco da NBA e ao time da G League ao mesmo tempo. Cada franquia pode ter três, o atleta fica ativo em no máximo 50 jogos da NBA e só disputa playoffs se for promovido ao elenco padrão.

O contrato two-way é o vínculo que permite a um jogador transitar entre o elenco da NBA e o time da G League, a liga de acesso e desenvolvimento controlada pela própria NBA.

Cada franquia pode ter até três jogadores nessa condição, além dos 15 contratos padrão do elenco principal.

Quem pode assinar

Segundo a G League, só podem assinar contratos two-way atletas que estejam na quarta temporada de NBA ou antes dela. O objetivo declarado pela liga é servir de caminho de formação entre as duas competições.

O vínculo pode ser de uma ou de duas temporadas. Dentro do calendário, o prazo para assinar um contrato desse tipo vai até 4 de março.

Quanto se ganha

O salário equivale à metade do mínimo de um jogador sem tempo de liga. A página oficial da G League cita US$ 636.435 na temporada 2025-26. Para 2026-27, o site especializado Hoops Rumors aponta US$ 678.882.

É bem menos do que o mínimo de um contrato padrão da NBA, mas bem mais do que paga um contrato exclusivo de G League. Quem assina no meio da temporada recebe proporcional aos dias restantes do calendário regular.

O limite de 50 jogos

O jogador com contrato two-way pode ficar ativo em no máximo 50 dos 82 jogos da temporada regular da NBA. Ficar ativo significa estar inscrito na súmula daquela partida, mesmo que não entre em quadra.

No resto do tempo ele joga pela equipe afiliada na G League, em geral com papel de protagonista e muitos minutos.

Existe uma trava extra. Se o time não estiver com os 15 contratos padrão preenchidos, seus jogadores two-way só podem somar 90 jogos ativos nessa condição de elenco reduzido.

A porta dos playoffs

Jogador com contrato two-way não pode atuar nos playoffs nem no play-in. Para entrar na pós-temporada, ele precisa ser promovido ao elenco de 15 contratos padrão.

A promoção pode acontecer a qualquer momento até o último dia da temporada regular. É por isso que, em abril, aparecem conversões de contrato que parecem burocracia e na verdade definem quem pode ou não jogar uma série de playoffs.

Por que os times usam

O two-way resolve dois problemas de uma vez. Dá ao clube um jogador extra treinando no próprio sistema, sem ocupar uma das 15 vagas do elenco padrão e sem o peso de um contrato cheio na folha que conta para teto salarial, imposto de luxo e aprons.

E dá ao atleta minutos de verdade. Na G League, um armador que ficaria no banco da NBA joga trinta minutos por noite, assume arremessos decisivos e erra sem que isso custe a temporada do time principal.

Em elencos que vivem perto das aprons, esse tipo de mão de obra barata deixou de ser detalhe e virou parte do planejamento.

O que vem a seguir

Os treinos de pré-temporada da NBA abrem em 29 de setembro de 2026 e os jogos de preparação começam em 3 de outubro. A temporada regular tem início em 20 de outubro.

Os elencos são fechados nesse intervalo, e é aí que a maior parte dos contratos two-way é definida. Quem não ficar com uma das três vagas segue no mercado: o prazo para assinar vai até 4 de março de 2027, e times com desfalques costumam recorrer a esse recurso ao longo da temporada.

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