A NBA definiu os valores da temporada 2026-27: teto de US$ 164,961 milhões, imposto de luxo em US$ 200,428 milhões e duas aprons acima disso. Cada linha impõe restrições diferentes a quem quer montar elenco.
A NBA divulgou em 30 de junho de 2026 os números que regem a temporada 2026-27. O teto salarial ficou em US$ 164,961 milhões por equipe. A linha do imposto de luxo ficou em US$ 200,428 milhões. A folha mínima que cada franquia precisa pagar é de US$ 148,465 milhões.
Os valores passaram a valer à 0h01 do dia 1º de julho, no horário do leste dos Estados Unidos. As conversas com agentes livres foram liberadas às 18h daquele mesmo dia. A moratória, período em que os acordos são combinados mas ainda não podem ser assinados, terminou ao meio-dia de 6 de julho.
O teto não é uma parede
O teto salarial da NBA é flexível. Quem está abaixo dele pode usar o espaço livre para contratar. Quem está acima segue podendo renovar os próprios jogadores e usar exceções previstas no acordo coletivo, o contrato assinado entre a liga e o sindicato dos atletas.
A exceção mais usada é a de nível médio. Para 2026-27 ela vale US$ 15,044 milhões para times que não pagam imposto de luxo, US$ 6,064 milhões para quem paga o imposto e US$ 9,366 milhões para equipes que operaram com espaço de teto.
Como funciona o imposto de luxo
Passar dos US$ 200,428 milhões custa dinheiro. O imposto é progressivo e cobrado por faixas, e cada alíquota vale apenas para o valor que cai dentro daquela faixa.
Na primeira faixa o time paga US$ 1,50 por dólar gasto acima da linha. Na faixa seguinte são US$ 1,75, depois US$ 2,50 e depois US$ 3,25, com acréscimo de US$ 0,50 a cada nova faixa. Quem pagou imposto em três de quatro temporadas entra na condição de reincidente e cada alíquota sobe cerca de um dólar.
No acordo coletivo atual as faixas são corrigidas todo ano no mesmo ritmo do teto, e não ficam congeladas como acontecia no acordo anterior.
O dinheiro arrecadado não fica parado. Até metade do total é distribuída entre as equipes que não pagaram imposto. O restante entra no sistema de partilha de receitas da liga.
As duas aprons
Acima do imposto existem mais duas linhas. A primeira apron está em US$ 209,015 milhões e a segunda em US$ 221,686 milhões. Apron quer dizer avental em inglês e é o termo que o acordo coletivo usa para essas barreiras.
Quem passa da primeira apron não pode fechar troca com assinatura, o chamado sign-and-trade, se a operação mantiver a folha acima da linha. Também não pode contratar jogador dispensado durante a temporada cujo salário fosse superior à exceção de nível médio. E precisa casar salários em trocas dentro de 110%, contra 125% para os times abaixo da linha.
A segunda apron acumula todas essas restrições e acrescenta outras. O time perde o direito de usar a exceção de nível médio, não pode negociar a escolha de primeira rodada de sete anos à frente, não pode usar exceções de troca abertas em temporadas anteriores e não pode incluir dinheiro em negociações.
Há ainda uma punição de longo prazo. Se a equipe ficar na segunda apron em três de cinco temporadas, sua escolha de primeira rodada é empurrada para o fim daquela rodada.
Por que isso importa
Essas linhas explicam boa parte do que acontece fora de quadra. Elencos campeões se desmontam não por falta de vontade da diretoria, e sim porque manter três ou quatro contratos altos ao mesmo tempo joga o time na segunda apron e retira as ferramentas para completar o banco.
Também explicam a valorização de contratos baratos. Um calouro produtivo ou um veterano no salário mínimo vale mais do que nunca para quem vive perto das aprons, porque é a única forma de adicionar qualidade sem cruzar uma linha.
O que vem a seguir
Os treinos de pré-temporada abrem em 29 de setembro de 2026 e a temporada regular começa em 20 de outubro. A data de corte para trocas é 11 de fevereiro de 2027, quando as contas das aprons voltam a mandar no mercado.

